18 de Junho de 2007
Há uns valentes meses atrás, reparamos que o sacana do autoclismo estava "roto". Perdia um fiozinho de água constante, que fazia com que voltasse a encher um bocadinho, sensivelmente de meia em meia hora. Se me perguntarem, o que eu digo é que muita coisa nestas obras foi a fugir. But then again, qual é o empreiteiro que não poupa onde pode só para deitar mais uns tostões ao bolso, sem se preocupar com a qualidade de trabalho?
Mas voltando à história do autoclismo avariado ao fim de pouco mais de um ano de uso..
Negligenciamos a situação durante uns tempos e a bóia acabou por avariar, de tal maneira que tínhamos que manter a torneira de segurança fechada.
Já se sabe que a malta cá da casa é apologista do "faça você mesmo", portanto fomos à
loja do costume buscar o material necessário para substituir o autoclismo. Aquilo andou meio-esquecido cá por casa umas semanas até que ontem, decidimos finalmente monta-lo. Mas o que parecia uma tarefa simples (na embalagem dizia 15mn), revelou-se numa tarefa escabrosa.
Primeiro, era o mecanismo da bóia que não encaixava bem, porque quem montou a sanita, lembrou-se de usar um tubo metálico rígido à Luis XV, com fio de sisal e tudo, em vez de uma bicha flexível, qualquer diferença de comprimentos obrigava a serrar o tubo.
Nas instruções dizia que bastava enroscar o mecanismo de descarga na rosca antiga da sanita, mas acontece que a rosca afinal não era compatível, o que obrigou a desmontar novamente a bóia, para desmontar o reservatório na totalidade.
Depois a rosca que vinha no kit era um pouco mais larga que o buraco na loiça da sanita, e teve que ser limado.
Depois, montamos aquilo tudo outra vez, e decidimos fazer as coisas como deve ser e comprar uma bicha flexível em lugar de estar a usar alturas no mecanismo da boia para que fosse possível liga-la aquele tubo rígido. Como ao domingo à tarde não há lojas de bricolage para ninguém, aquilo ficou em standby mais um dia.
Hoje levou mais meia-horita, mas finalmente ficou a funcionar bem, sem perdas de água..e mais! Agora temos um autoclismo com descarga controlada, antes vazava por completo, algo que me irritou desde o primeiro dia que o usei.
Mas como nem tudo são rosas, a porcaria da bóia tinha que fazer uma chiadeira desgraça cada vez que está a encher..
28 de Novembro de 2006
Soubemos que tínhamos problemas com a humidade em casa desde o primeiro inverno que passamos aqui, aliás, o tecto da cozinha tinha começado a ficar empolado ainda durante o outono anterior.
Só que esse primeiro inverno foi aquele em que não choveu praticamente nada, em que houve seca durante o verão, etc..
O tecto da marquise ganhou um bocadito de bolor, mas foi limpo no inicio do verão com lixívia e aguentou-se bem…até ao outono seguinte!
O “pesadelo” começou logo em Outubro desse primeiro ano. Caíram as primeiras chuvas a sério, vimos que a água escoava pela janelas da marquise como uma cascata, e os alumínios deixavam-na entrar cá para dentro. Fomos inclusive obrigados a mudar o escritório de sitio, e esse outono/inverno foi passado com toalhas nas janelas e no chão para ensopar a água.
O bolor florescia no tecto que até doía. Em menos de nada ficou preto e nojento, não havia muito a fazer, porque se limpássemos hoje, passado uns dias ele estava de volta..
Apercebemo-nos que o nosso problema residia no telhado do prédio. Precisava de um novo isolamento, de tubos de escoamento para evitar que a agua descesse pelas paredes daquela forma..e nós não podíamos tratar do nosso tecto sem que p telhado do prédio fosse arranjado, seria trabalho, tempo e dinheiro jogado fora..
Como administradores do condomínio, tínhamos a tarefa de tratar desse assunto, mas a falta de tempo levou a que a solução só fosse encontrada em Outubro passado.
Só que a chuva atacou em força antes que as obras começassem. Este ano havia uma novidade, para além da água entrar pelos alumínios adentro e escorrer janelas abaixo, o isolamento da placa do telhado já estava mais que estragado e simplesmente ensopava a água como uma esponja, que depois pingava cá dentro. A chuva já podia ter passado á fora, mas aqui na marquise chovia quase 24 horas por dia…
O bolor duplicou em duas semanas e o estuque estava podre e começava a ceder junto às janelas, a zona mais grave. Tivemos que furar os aluminos para que eles deixassem sair a água que acumulavam (pareciam autênticos reservatórios). Isso resolveu logo uma parte do problema, faltava o telhado…
Entretanto veio Novembro, e com ele o mini-verão. Deu tempo suficiente para que as obras começassem no telhado, e quando as chuva voltou novamente, ficamos agradavelmente surpreendidos por ver que já não chuva cá dentro, nem que a água descia em cascata prédio abaixo. Estava agora a ser direccionada pelos tubos de escoamento, que a lançavam meio metro à frente. Naice!
Era hora de tratar do nosso tecto. Apesar de sabermos que o estuque tem que ser removido e colocado novamente porque apodreceu, decidimos ver-nos livres daquele bolor horroroso que já nos fazia companhia há um ano.
Sem mãos a medir, fomos ao Leroy e trouxemos a lixívia com mais concentração de cloro que encontramos (4,5%). Borrifamos o tecto com aquilo e o bolor começou logo a desaparecer. Ainda levamos umas horas a esfregar o tecto, os alumínios e as vidraças. Não tínhamos um escadote suficientemente alto, teve que ser feito com a ajuda de uma mopa e panos..mas fez-se e FINALMENTE temos um tecto branco outra vez. Restaram apenas algumas zonas que já não têm salvação a não ser com estuque novo.
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| Antes e depois |
Antes e depois |
Armas de combate |
Esfrega |
Já fizemos na sala, falta agora a cozinha.
Como esta zona é muito húmida de inverno, resolvemos comprar um desumidificador, que ajuda a manter a casa seca e sem bolor. É impressionante a quantidade de agua que aquilo tira por dia!!
Sobre o tecto da cozinha, aquele que está empolado desde do outono de 2004, só pode ser arranjado quando o terraço do andar de cima ser arranjado…